Escondido entre a Praça Tiradentes e o Largo de São Francisco, em uma área tomada por coreanos que vendem todos os tipos de coisas, há um sebo com uma fachada discreta, que engana a riqueza do seu interior.
Localizado em uma área pouco conhecida da cidade, o sebo Letra Viva chega a parecer uma biblioteca. Com o pé direito alto e estantes super organizadas por autor ou tema, o sebo conta com um acervo de mais de 50 mil livros de diversos estilos. Com apenas quatro anos de existência, a loja já conta com clientes fiéis, que chegam a freqüentá-la mais de duas vezes na semana. O espaço amplo e as cadeiras confortáveis permitem que o cliente fique horas na loja sem perceber o tempo passar.
“Já passei uma tarde inteira olhando os livros e tentando escolher quais compraria daquela vez. São muitas opções, dá vontade de levar todos para casa e o preço ajuda. Aqui acho livros muito mais barato que em uma livraria e em perfeito estado.” Conta a estudante Ana Luisa Correa, freqüentadora assídua do sebo
Mas não é qualquer livro que é permitido, as regras para a compra são rígidas. “Quando a pessoa quer vender mais de 100 livros, vamos até ela avaliar o estado, a importância e a edição de cada um particularmente. Não há consignação, nós realmente compramos os livros. Só não aceitamos enciclopédias.” Explica o vendedor Sidney. Os livros devem também atender às necessidades do público. “Outro dia vieram vender livros de Odontologia, mas pela edição percebemos que eles já estavam defasados. Algumas áreas como o jurídico e a medicina estão em constantes atualizações, precisamos estar sempre renovando o acervo.”
Segundo o vendedor Antônio, há uma maior procura pelos livros de filosofia. “Por causa do IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sócias – UFRJ) há uma procura muito grande por este assunto. Mas há muitas faculdades na área do Centro, de Economia e Administração à Filosofia, por isso atendemos muitos alunos e professores que procuram livros de acordo com a sua especialidade.”
O sebo trabalha ainda com um esquema de reservas de livros. É só ligar e reservar o livro desejado, o cliente tem um dia para ir buscá-lo na loja.
Letra Viva
R. Luiz de Camões, 10 – Centro
Tel: 2252-3460 Telefax: 2252-3513
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
“Mulher bonita não paga, mas também não leva”
Um dos pontos comerciais mais importantes do centro do Rio, a Saara é conhecida por sua variedade de produtos e por ser um pólo de gastronomia árabe. Indo desde a Av. Presidente Vargas, na altura da R. Uruguaiana, até o Campo de Santana, o mercado ainda abrange a Av. Passos, a R. Sr. dos Passos, a R. Buenos Aires e a R. da Alfândega.
Criado a partir de uma associação de comerciantes em 1962, nesse centro comercial é possível encontrar produtos que vão de tecidos a culinária, fantasias a artigos esportivos, brinquedos, calçados, bijuterias, além do que há de mais inusitado e exótico.
A Saara (Sociedade dos Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega) possui 600 lojas no total, além dos ambulantes que atrapalham o trânsito pelas suas ruas. Funciona, durante a semana, de 9h às 18h e aos sábados de 9h às 14h, segundo o horário "oficial". Mas há lojas que chegam a abrir às 5 da manhã e em geral não se recomenda ir aos sábados depois de meio-dia ou 13h, pois a maioria das lojas já estará fechada.
O que mais chama atenção nessa Meca do comércio no centro do Rio é a rádio Saara. Com tiradas hilárias e jingles improvisados, às vezes em ritmo de funk, a rádio anuncia as promoções nas lojas, com muito humor e com o jeitinho carioca. Parar para escutar as proezas proferidas pelos locutores, torna toda a experiência de comprar na Saara muito mais divertida e irreverente.
Se você decidir visitar essa grande feira de variedades no coração da cidade, busque um dia de temperatura mais amena,pois o mercado realmente faz jus ao nome e o calor torna as compras uma atividade exaustiva. Prefira os sábados, já que nesse dia o estacionamento é gratuito na Av. Presidente Vargas. Boas Compras.
Website: http://www.saarario.com.br/
Contato: informacoes@saarario.com.br
Criado a partir de uma associação de comerciantes em 1962, nesse centro comercial é possível encontrar produtos que vão de tecidos a culinária, fantasias a artigos esportivos, brinquedos, calçados, bijuterias, além do que há de mais inusitado e exótico.
A Saara (Sociedade dos Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega) possui 600 lojas no total, além dos ambulantes que atrapalham o trânsito pelas suas ruas. Funciona, durante a semana, de 9h às 18h e aos sábados de 9h às 14h, segundo o horário "oficial". Mas há lojas que chegam a abrir às 5 da manhã e em geral não se recomenda ir aos sábados depois de meio-dia ou 13h, pois a maioria das lojas já estará fechada.
O que mais chama atenção nessa Meca do comércio no centro do Rio é a rádio Saara. Com tiradas hilárias e jingles improvisados, às vezes em ritmo de funk, a rádio anuncia as promoções nas lojas, com muito humor e com o jeitinho carioca. Parar para escutar as proezas proferidas pelos locutores, torna toda a experiência de comprar na Saara muito mais divertida e irreverente.
Se você decidir visitar essa grande feira de variedades no coração da cidade, busque um dia de temperatura mais amena,pois o mercado realmente faz jus ao nome e o calor torna as compras uma atividade exaustiva. Prefira os sábados, já que nesse dia o estacionamento é gratuito na Av. Presidente Vargas. Boas Compras.
Website: http://www.saarario.com.br/
Contato: informacoes@saarario.com.br
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
"Não é só porque é R$1 que é porcaria não"
Construído com base no projeto do artista francês Albert Guilbert e inspirado no teatro da Ópera de Paris, o Theatro Municipal foi construído com material importado da Europa para marcar o fim da reforma urbana realizada pelo prefeito Pereira Passos. Inaugurado em 14 de julho de 1909, o teatro conta com pinturas e esculturas de Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e Rodolfo Bernardel, famosos artistas brasileiros da época.
Apenas a partir dos anos 30 o teatro passou a ter o seu próprio corpo artístico, formado de coro, orquestra e balé. Até então, funcionava apenas como uma casa de espetáculos. Em 1974, com a fusão da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro, o Municipal deixou de pertencer ao município passando para a administração estadual.
No último domingo de cada mês, o teatro, que tem capacidade para 2.360 lugares, fica pequeno para as mais de 5.000 pessoas que buscam assistir a um espetáculo pelo preço de R$ 1. Segundo o chefe da bilheteria, Rayne da Silva, os ingressos se esgotam em 40 minutos e há muitas famílias, inclusive crianças:
- Quando é balé, as pessoas vêm de longe, Nova Iguaçu, Belford Roxo. Chegam às 6 da manhã para formar a fila, compram ingresso às 9h e ficam até as 11h dentro do teatro aguardando o espetáculo começar. A classe média não costuma gostar pois diz que é muito tumulto – diz ele.
Para tentar driblar os cambistas, câmeras de segurança vigiam a bilheteria para que uma mesma pessoa não compre ingressos para o mesmo espetáculo mais de uma vez. “Como eles já sabem disso, mandam parentes ou conhecidos para comprar. E nós somos obrigados a vender para qualquer pessoa, com um limite de seis ingressos por apresentação”, explica. Além do problema com cambistas, os bilheteiros sofrem com a falta de educação de alguns freqüentadores que não aceitam regras como a apresentação obrigatória da carteira de estudante no ato da compra do ingresso.
Rayne reclama ainda da falta de informação para o público. Para compensar a ausência de releases, ele mesmo que imprime uma folha com alguns dados como nome do espetáculo, maestro, hora, etc.
A professora aposentada Heloísa Helena Oliveira, freqüentadora assídua do teatro, é só elogios. “Não existe programação melhor no Rio de Janeiro inteiro do que a do Theatro Municipal, é uma referência cultural. Antigamente o Theatro só era freqüentado pela elite. Os domingos a R$1 democratizaram e divulgaram a música clássica. Não é só porque é R$1 que é porcaria não. Quem quiser pagar caro, paga, quem não pode, assiste do mesmo jeito.”
Heloísa sugere uma maior integração entre o teatro e as escolas, afinal as crianças só aprenderão a gostar de música clássica se tiverem algum contato. Segunda ela, deveria haver uma pessoa que explicasse para o público jovem um pouco sobre o concerto que será apresentado, sobre o compositor e sobre como se comportar no Municipal. “As apresentações deveriam ser mais didáticas.”
O bilheteiro Ailton Leal da Silva conta que o amor do público pelo Municipal é tanto que há quem diga que já viu fantasmas sentados na platéia. Ele lembra ainda que cultura nunca é demais. “De mil pessoas que vierem ao teatro, dez não vão gostar, mesmo que nunca tenham visto. Uma pessoa pode descobrir um talento ao assistir a um concerto, ela pode se encantar, resolver estudar um instrumento e mudar de vida por conta disso.”
Apenas a partir dos anos 30 o teatro passou a ter o seu próprio corpo artístico, formado de coro, orquestra e balé. Até então, funcionava apenas como uma casa de espetáculos. Em 1974, com a fusão da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro, o Municipal deixou de pertencer ao município passando para a administração estadual.
No último domingo de cada mês, o teatro, que tem capacidade para 2.360 lugares, fica pequeno para as mais de 5.000 pessoas que buscam assistir a um espetáculo pelo preço de R$ 1. Segundo o chefe da bilheteria, Rayne da Silva, os ingressos se esgotam em 40 minutos e há muitas famílias, inclusive crianças:
- Quando é balé, as pessoas vêm de longe, Nova Iguaçu, Belford Roxo. Chegam às 6 da manhã para formar a fila, compram ingresso às 9h e ficam até as 11h dentro do teatro aguardando o espetáculo começar. A classe média não costuma gostar pois diz que é muito tumulto – diz ele.
Para tentar driblar os cambistas, câmeras de segurança vigiam a bilheteria para que uma mesma pessoa não compre ingressos para o mesmo espetáculo mais de uma vez. “Como eles já sabem disso, mandam parentes ou conhecidos para comprar. E nós somos obrigados a vender para qualquer pessoa, com um limite de seis ingressos por apresentação”, explica. Além do problema com cambistas, os bilheteiros sofrem com a falta de educação de alguns freqüentadores que não aceitam regras como a apresentação obrigatória da carteira de estudante no ato da compra do ingresso.
Rayne reclama ainda da falta de informação para o público. Para compensar a ausência de releases, ele mesmo que imprime uma folha com alguns dados como nome do espetáculo, maestro, hora, etc.
A professora aposentada Heloísa Helena Oliveira, freqüentadora assídua do teatro, é só elogios. “Não existe programação melhor no Rio de Janeiro inteiro do que a do Theatro Municipal, é uma referência cultural. Antigamente o Theatro só era freqüentado pela elite. Os domingos a R$1 democratizaram e divulgaram a música clássica. Não é só porque é R$1 que é porcaria não. Quem quiser pagar caro, paga, quem não pode, assiste do mesmo jeito.”
Heloísa sugere uma maior integração entre o teatro e as escolas, afinal as crianças só aprenderão a gostar de música clássica se tiverem algum contato. Segunda ela, deveria haver uma pessoa que explicasse para o público jovem um pouco sobre o concerto que será apresentado, sobre o compositor e sobre como se comportar no Municipal. “As apresentações deveriam ser mais didáticas.”
O bilheteiro Ailton Leal da Silva conta que o amor do público pelo Municipal é tanto que há quem diga que já viu fantasmas sentados na platéia. Ele lembra ainda que cultura nunca é demais. “De mil pessoas que vierem ao teatro, dez não vão gostar, mesmo que nunca tenham visto. Uma pessoa pode descobrir um talento ao assistir a um concerto, ela pode se encantar, resolver estudar um instrumento e mudar de vida por conta disso.”
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Explode coração na maior felicidade
Freud disse que no processo de crescimento do ser humano ele passa por ritos de passagem. Da infância para a adolescência, da adolescência para a vida adulta e assim por diante, até o fim de nossos dias. E um dos ritos de passagem da minha família é o carnaval. Não simplesmente a festa, mas o ato de assistir o carnaval no sambódromo. Minha irmã, eu e meu irmão, quando cada um completou respectivamente dez anos de idade, nossos pais perguntaram-nos se estamos prontos para sair dos bailinhos e ir ver o carnaval como gente grande, na Marquês de Sapucaí.
Nesse ícone do samba arquitetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1984 durante o governo do Brizola, eu passei, encantada, meu primeiro carnaval de gente grande, há dez nos atrás. Porém, desde então muita coisa mudou.
O básico continua igual, as escolas têm no mínimo sessenta e cinco minutos pra desfilar e no máximo oitenta, marcados por relógios eletrônicos que atraem os olhos dos mais dramáticos, sempre repetindo: “Não vai dar tempo, não vai.” Porém o festival de luzes e a qualidade do som mudaram muito.
Dividida em dez setores, a Sapucaí tem capacidade para mais de 88.500 pessoas nos seus 700 metros de comprimento. Os setores têm três andares (A,B e C), e digo por experiência própria que o melhor andar é o B. No A você se sente dentro do desfile, mas não consegue ver os carros e as fantasias (alegorias e adereços) direito, e quando a bateria passa você não sabe se tampa primeiro os ouvidos ou o nariz. Já no C, você vê os carros perfeitamente, mas se algum amigo seu está desfilando desista, você não vai conseguir enxergá-lo.
No começo, do lado esquerdo, e no final, do lado direito, da avenida existem cadeiras de pista, conhecidas como frisas, que permitem ao público grande interação com o desfile. Mas se chover, molhou, porque nessa parte do sambódromo não existe proteção. As cabines dos jurados ficam do lado esquerdo da Sapucaí, uma no começo, no setor cinco, e outra no final, no setor sete ao lado do recuo da bateria.
Se o folião quiser curtir o carnaval gratuitamente as vagas para o setor 1 são doadas pelas escolas de samba. Sempre o setor mais animado, essa arquibancada é a primeira a lotar e fica ao lado do esquenta da bateria, e com a bateria tocando não dá para ficar parado. Assim como o setor 1, todos os outros setores, menos o setor 2, possuem arquibancadas, aonde os preços vão de dez reais nas populares a quinhentos reais nas turísticas. Sendo o preço no sábado, desfile só das campeãs, a metade do original.
O setor 2 só é composto por camarotes, porém boa parte do primeiro andar desse setor é ocupado pelo vip da cerveja Brahma, ou seja, só tem famoso. Além do setor 2, todos os outros setores, menos o 1, possuem camarotes, cujo preço varia dependendo da localização.
Todos os setores possuem banheiros, alguns com adaptações para deficientes, restaurantes, cabines da polícia militar e ambulatórios. Além de achados e perdidos e outras facilidades, que ajudam o folião a curtir melhor a festa.
O ícone do carnaval já presenciou de tudo e sua estrutura imponente atrai os olhos de quem passa na Avenida Presidente Vargas, provando que o Brasil é o país do carnaval, o Rio é a cidade do samba e que ele, o sambódromo, é o templo dos sambistas. E eu sou um deles, nem ruim da cabeça e nem doente do pé.
Nesse ícone do samba arquitetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1984 durante o governo do Brizola, eu passei, encantada, meu primeiro carnaval de gente grande, há dez nos atrás. Porém, desde então muita coisa mudou.
O básico continua igual, as escolas têm no mínimo sessenta e cinco minutos pra desfilar e no máximo oitenta, marcados por relógios eletrônicos que atraem os olhos dos mais dramáticos, sempre repetindo: “Não vai dar tempo, não vai.” Porém o festival de luzes e a qualidade do som mudaram muito.
Dividida em dez setores, a Sapucaí tem capacidade para mais de 88.500 pessoas nos seus 700 metros de comprimento. Os setores têm três andares (A,B e C), e digo por experiência própria que o melhor andar é o B. No A você se sente dentro do desfile, mas não consegue ver os carros e as fantasias (alegorias e adereços) direito, e quando a bateria passa você não sabe se tampa primeiro os ouvidos ou o nariz. Já no C, você vê os carros perfeitamente, mas se algum amigo seu está desfilando desista, você não vai conseguir enxergá-lo.
No começo, do lado esquerdo, e no final, do lado direito, da avenida existem cadeiras de pista, conhecidas como frisas, que permitem ao público grande interação com o desfile. Mas se chover, molhou, porque nessa parte do sambódromo não existe proteção. As cabines dos jurados ficam do lado esquerdo da Sapucaí, uma no começo, no setor cinco, e outra no final, no setor sete ao lado do recuo da bateria.
Se o folião quiser curtir o carnaval gratuitamente as vagas para o setor 1 são doadas pelas escolas de samba. Sempre o setor mais animado, essa arquibancada é a primeira a lotar e fica ao lado do esquenta da bateria, e com a bateria tocando não dá para ficar parado. Assim como o setor 1, todos os outros setores, menos o setor 2, possuem arquibancadas, aonde os preços vão de dez reais nas populares a quinhentos reais nas turísticas. Sendo o preço no sábado, desfile só das campeãs, a metade do original.
O setor 2 só é composto por camarotes, porém boa parte do primeiro andar desse setor é ocupado pelo vip da cerveja Brahma, ou seja, só tem famoso. Além do setor 2, todos os outros setores, menos o 1, possuem camarotes, cujo preço varia dependendo da localização.
Todos os setores possuem banheiros, alguns com adaptações para deficientes, restaurantes, cabines da polícia militar e ambulatórios. Além de achados e perdidos e outras facilidades, que ajudam o folião a curtir melhor a festa.
O ícone do carnaval já presenciou de tudo e sua estrutura imponente atrai os olhos de quem passa na Avenida Presidente Vargas, provando que o Brasil é o país do carnaval, o Rio é a cidade do samba e que ele, o sambódromo, é o templo dos sambistas. E eu sou um deles, nem ruim da cabeça e nem doente do pé.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Labirinto comercial
Bairro fundamentalmente comercial, no centro é possível encontrar todo tipo de produto e serviço. Porem se a questão é achar o menor preço, o Camelódromo da Rua Uruguaiana tem muito a oferecer para quem sabe procurar, e principalmente, pechinchar.
Inaugurado há 13 anos, ele é formado por quatro quadras (A, B, C e D), na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua Uruguaiana, tomando ainda as ruas Senhor dos Passos, Buenos Aires e a do Rosário. Com uma área de três mil metros quadrados, o mercado é composto de 1.600 boxes, criando um labirinto de muito barulho, sujeira e um fluxo enorme de pessoas.
No mercado, que funciona das 8:00 ás 19:00, os camelôs estimam que 15mil consumidores venham diariamente as suas barracas, procurando produtos que variam entre vestuário, eletroeletrônicos, alimentação, mobiliários e muitos outros.
Homens , mulheres, jovens e adultos, passam pelos corredores estreitos comprando toda sorte de bugigangas, além do número crescente de turistas que vão ao mercado buscando suvenires, tornando a Uruguaiana, como é conhecido o Camelódromo, em um lugar turístico igual à feira do Lavradio, também no centro, e o Mercado de São Cristóvão.
O Camelódromo é conhecido como a Meca da pirataria no Rio de Janeiro, assim sendo um dos principais pontos de venda de produtos contrabandeados, roubados e falsificados. Só em agosto deste ano foram apreendidos, na Uruguaiana, 36 mil dvds e cds piratas, além de 75 celulares, 38 recarregadores de bateria e dois computadores que desbloqueavam aparelhos celulares.
Isso acontece principalmente porque a Coordenadoria de Fiscalização e Licenciamento da prefeitura não possui o registro de pelo menos 400 das 1600 barracas que compõe o mercado da Uruguaiana. Em março do ano passado, o presidente da Associação de Vendedores do Camelódromo da Uruguaiana foi preso por contrabando e pirataria, além de ser acusado por alguns feirantes de estimular a venda de produtos piratas.
Originalmente o Camelódromo foi criado para controlar a quantidade de vendedores ambulantes nessa área da cidade, porem com o crescente número de produtos piratas sendo vendidos, a prefeitura já considera, desde 2003, o fechamento desse símbolo do centro do Rio.
Inaugurado há 13 anos, ele é formado por quatro quadras (A, B, C e D), na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua Uruguaiana, tomando ainda as ruas Senhor dos Passos, Buenos Aires e a do Rosário. Com uma área de três mil metros quadrados, o mercado é composto de 1.600 boxes, criando um labirinto de muito barulho, sujeira e um fluxo enorme de pessoas.
No mercado, que funciona das 8:00 ás 19:00, os camelôs estimam que 15mil consumidores venham diariamente as suas barracas, procurando produtos que variam entre vestuário, eletroeletrônicos, alimentação, mobiliários e muitos outros.
Homens , mulheres, jovens e adultos, passam pelos corredores estreitos comprando toda sorte de bugigangas, além do número crescente de turistas que vão ao mercado buscando suvenires, tornando a Uruguaiana, como é conhecido o Camelódromo, em um lugar turístico igual à feira do Lavradio, também no centro, e o Mercado de São Cristóvão.
O Camelódromo é conhecido como a Meca da pirataria no Rio de Janeiro, assim sendo um dos principais pontos de venda de produtos contrabandeados, roubados e falsificados. Só em agosto deste ano foram apreendidos, na Uruguaiana, 36 mil dvds e cds piratas, além de 75 celulares, 38 recarregadores de bateria e dois computadores que desbloqueavam aparelhos celulares.
Isso acontece principalmente porque a Coordenadoria de Fiscalização e Licenciamento da prefeitura não possui o registro de pelo menos 400 das 1600 barracas que compõe o mercado da Uruguaiana. Em março do ano passado, o presidente da Associação de Vendedores do Camelódromo da Uruguaiana foi preso por contrabando e pirataria, além de ser acusado por alguns feirantes de estimular a venda de produtos piratas.
Originalmente o Camelódromo foi criado para controlar a quantidade de vendedores ambulantes nessa área da cidade, porem com o crescente número de produtos piratas sendo vendidos, a prefeitura já considera, desde 2003, o fechamento desse símbolo do centro do Rio.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
"Seja marginal, seja herói"
“A Tropicália pode ser descrita como um diálogo interdisciplinar que forneceu um modelo para a compreensão de como a arte e cultura podem moldar a identidade nacional numa sociedade multicultural e em desenvolvimento.” Assim começa o texto que descreve a exposição “Tropicália – uma revolução na cultura brasileira”, em cartaz até 30 de setembro no MAM. No mesmo lugar onde, há 40 anos, aconteceu a mostra Nova Objetividade Brasileira, quando Hélio Oiticica expôs a instalação que batizou aquele movimento cultural de Tropicália.
Divida em áreas, cada seção corresponde a um campo explorado no universo tropicalista: arquitetura, teatro e artes visuais. No primeiro andar, o visitante encontra uma grande piscina de bolas, aberta ao público, primeiro sinal de que esta não é uma exposição comum. Instalações diversas e obras interativas possibilitam a experiência de novas sensações, a percepção do movimento, a sensação, literalmente na pele, de um dos conceitos da Tropicália: a quebra de padrões.
Em destaque há a obra de Hélio Oiticica, na qual os visitantes tiram o sapato e passam por um caminho feito de pedrinhas que leva a diversos espaços com areia, água, espumas, grama, tudo isso para experimentar diversas sensações. Muitos recuam diante do convite para caminhar sobre os livros. Mais adiante, uma reprodução de um “barraco” de favela, com espaço que cabe apenas uma pessoa e uma TV em preto e branco que exibia o programa “Qual é a música”, com Silvio Santos.
Em um segundo ambiente, está a instalação “A casa e o corpo” de Lygia Clark, entre outras da artista. Movido pela curiosidade, o visitante é convidado a entrar em um ambiente escuro para descobrir o que há lá dentro. Porém, o que mais chama atenção nesta parte é a obra de Rubens Gerchman, letras quase do tamanho de uma pessoa que formam a palavra LUTE, instalação em sintonia com a frase de Oiticica que se transformou no slogan do movimento: “Seja marginal, seja herói”
A socióloga Branca Oliveira fala da importância da exposição:
- Acho importante para resgatar a memória de uma arte que marcou época – a arte sensorial. É uma arte primitiva no quesito das sensações que hoje não são comuns, não lembrava há quanto tempo não pisava na terra. A estética das roupas dos anos 60 é um máximo, mostra que dos 80 pra cá pouca coisa foi inventada, no máximo as modas se repetem. A exposição em si é uma quebra de padrões, pois rompe com o estereotipo de que exposição é uma coisa chata, com a qual não se pode interagir. É pequena, mas para quem não pegou essa época, dá uma idéia do que foi a Tropicália.
Além das artes visuais há também a música. Televisões ficam reproduzindo trechos dos famosos Festivais da Canção, entrevistas e shows que marcaram época. O único problema é que não há fones de ouvido, portanto há uma certa interferência dos sons dos outros vídeos. Mas nada que atrapalhe a experiência de (re)viver algo novo, diferente.
Exposição "Tropicália - Uma Revolução na Cultura Brasileira"
Período: 08 de agosto a 30 de setembro de 2007
Horários: terça a sexta-feira, de 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, de 12h às 19h
Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro Endereço: Av. Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo - Rio de Janeiro
Divida em áreas, cada seção corresponde a um campo explorado no universo tropicalista: arquitetura, teatro e artes visuais. No primeiro andar, o visitante encontra uma grande piscina de bolas, aberta ao público, primeiro sinal de que esta não é uma exposição comum. Instalações diversas e obras interativas possibilitam a experiência de novas sensações, a percepção do movimento, a sensação, literalmente na pele, de um dos conceitos da Tropicália: a quebra de padrões.
Em destaque há a obra de Hélio Oiticica, na qual os visitantes tiram o sapato e passam por um caminho feito de pedrinhas que leva a diversos espaços com areia, água, espumas, grama, tudo isso para experimentar diversas sensações. Muitos recuam diante do convite para caminhar sobre os livros. Mais adiante, uma reprodução de um “barraco” de favela, com espaço que cabe apenas uma pessoa e uma TV em preto e branco que exibia o programa “Qual é a música”, com Silvio Santos.
Em um segundo ambiente, está a instalação “A casa e o corpo” de Lygia Clark, entre outras da artista. Movido pela curiosidade, o visitante é convidado a entrar em um ambiente escuro para descobrir o que há lá dentro. Porém, o que mais chama atenção nesta parte é a obra de Rubens Gerchman, letras quase do tamanho de uma pessoa que formam a palavra LUTE, instalação em sintonia com a frase de Oiticica que se transformou no slogan do movimento: “Seja marginal, seja herói”
A socióloga Branca Oliveira fala da importância da exposição:
- Acho importante para resgatar a memória de uma arte que marcou época – a arte sensorial. É uma arte primitiva no quesito das sensações que hoje não são comuns, não lembrava há quanto tempo não pisava na terra. A estética das roupas dos anos 60 é um máximo, mostra que dos 80 pra cá pouca coisa foi inventada, no máximo as modas se repetem. A exposição em si é uma quebra de padrões, pois rompe com o estereotipo de que exposição é uma coisa chata, com a qual não se pode interagir. É pequena, mas para quem não pegou essa época, dá uma idéia do que foi a Tropicália.
Além das artes visuais há também a música. Televisões ficam reproduzindo trechos dos famosos Festivais da Canção, entrevistas e shows que marcaram época. O único problema é que não há fones de ouvido, portanto há uma certa interferência dos sons dos outros vídeos. Mas nada que atrapalhe a experiência de (re)viver algo novo, diferente.
Exposição "Tropicália - Uma Revolução na Cultura Brasileira"
Período: 08 de agosto a 30 de setembro de 2007
Horários: terça a sexta-feira, de 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, de 12h às 19h
Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro Endereço: Av. Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo - Rio de Janeiro
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Rio meu, Rio Minho
A chegada da Família Real no Rio de Janeiro, em 1808, mudou a cara da cidade. Em ruas do centro do Rio que tinham menor importância começaram a ser abertos comércios de todos os tipos, transformando-as em um pequeno centro mercantil e cultural do bairro.
Uma dessas ruas foi a Rua do Ouvidor. Hoje considerada uma das principais artérias no centro da cidade, no passado ela apenas era um ponto de ligação com o porto, porém com a chegada de Dom João VI ao Rio, tudo mudou.
Estrangeiros começaram a abrir lojas ali, vendendo artigos de luxo como livros, perfumes e tecidos. Cafés, casas de chás e restaurantes atraiam escritores e políticos para essa rua, que acabou virando símbolo da intelectualidade carioca no séc XIX.
O restaurante “Rio Minho”, considerado um dos mais antigos no Estado, mantém essa memória viva. No número 10 da Rua do Ouvidor, esse patrimônio histórico e gastronômico do Centro do Rio existe lá desde 1884, sendo fundado por dois portugueses.
Além disso ele foi palco da criação de um dos mais conhecidos pratos na culinária carioca, a sopa Leão Veloso. Criada pelo embaixador de mesmo nome, essa sopa até hoje mantém sua receita original, que foi inspirada na bouillabaisse francesa.
Especializado em frutos do mar, o Rio Minho teve personagens ilustres que freqüentavam assiduamente o restaurante, como por exemplo o Barão do Rio Branco, que hoje recebe a homenagem e tem seu busto em cima de um armário no restaurante.
Esse pedaço de história no meio do Centro do Rio prova que as mudanças provocadas pela Família Real ainda resistem, após décadas de tantas outras mudanças.
Uma dessas ruas foi a Rua do Ouvidor. Hoje considerada uma das principais artérias no centro da cidade, no passado ela apenas era um ponto de ligação com o porto, porém com a chegada de Dom João VI ao Rio, tudo mudou.
Estrangeiros começaram a abrir lojas ali, vendendo artigos de luxo como livros, perfumes e tecidos. Cafés, casas de chás e restaurantes atraiam escritores e políticos para essa rua, que acabou virando símbolo da intelectualidade carioca no séc XIX.
O restaurante “Rio Minho”, considerado um dos mais antigos no Estado, mantém essa memória viva. No número 10 da Rua do Ouvidor, esse patrimônio histórico e gastronômico do Centro do Rio existe lá desde 1884, sendo fundado por dois portugueses.
Além disso ele foi palco da criação de um dos mais conhecidos pratos na culinária carioca, a sopa Leão Veloso. Criada pelo embaixador de mesmo nome, essa sopa até hoje mantém sua receita original, que foi inspirada na bouillabaisse francesa.
Especializado em frutos do mar, o Rio Minho teve personagens ilustres que freqüentavam assiduamente o restaurante, como por exemplo o Barão do Rio Branco, que hoje recebe a homenagem e tem seu busto em cima de um armário no restaurante.
Esse pedaço de história no meio do Centro do Rio prova que as mudanças provocadas pela Família Real ainda resistem, após décadas de tantas outras mudanças.
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