<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001</id><updated>2011-04-22T02:38:17.506-03:00</updated><title type='text'>Carioca da Gema</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-6175817769931025273</id><published>2007-11-29T12:10:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T12:11:02.618-02:00</updated><title type='text'>Um banca diferente</title><content type='html'>Por toda a cidade há milhares de bancas de jornal espalhadas. Só na praça da Cinelândia são mais de cinco e para quem olha de longe, todas parem ser iguais. Porém, na esquina da movimentada avenida Rio Branco com a avenida Presidente Wilson há uma banca diferente. Não só pela TV na entrada que fica passando shows de blues o dia inteiro ou pelo nome, Banca do Blues. O grande diferencial é que dois sábados por mês a Banca promove show de Blues em plena calçada do Centro. Paulo Vanzillotta conta como surgiu o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em agosto de 2006, um amigo sugeriu fazer um show de happy hour, uma espécie de jam session. A idéia era fazer uma vez só, no começo não deu muito certo, havia pouca gente. Resolvi insistir, passei a fazer show toda sexta-feira com a idéia de dar espaço para novas bandas. O público foi aparecendo e hoje junta cerca de 300 pessoas. Nunca tive que procurar ninguém, hoje as bandas fazem fila para tocar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente os shows aconteciam as sextas-feiras. Porém, problemas com um restaurante vizinho o fizeram suspender as apresentações por um tempo. Hoje, com autorização da sub-prefeitura, os show acontecem por volta de 19:30h nos sábados, a cada 15 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo tem a banca há 15 anos e diz que sempre foi voltada para o blues, mas que nunca tinha pensado em produzir shows. Ele conta que a esquina não é um bom ponto para uma banca convencional, mas que o diferencial acaba trazendo clientes, seja pela curiosidade, seja pelo interesse. A internet é a maior aliada na hora da publicidade. A Banca tem comunidade no Orkut com quase 700 pessoas e até um blog, no qual o dono posta as fotos dos shows. Listas de e-mails e blogs de bandas, músicos e fãs também ajudam a divulgar os eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande divisor de águas foi o tributo ao Eric Clapton, produzido por Paulo e realizado no dia 30 de março, aniversário do guitarrista. A “casa” ficou cheia e o jornalista Mauro Ventura estava presente. Com isso, começaram as matérias na mídia, revista de Domingo do JB, Band, JB entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O blues não tem muita atenção. Quando uma banda quer tocar em uma casa noturna, praticamente paga pelo show. Inicialmente pensei que não teria muito público. Mas o fato das bandas terem uma chance de se apresentar de graça fez com que as pessoas fossem chegando e a boa música rolando. O blues é um estilo que tem público, mas não tem espaço. Ver o público aumentar me deixa muito feliz. Fico feliz em propagar a boa música – comenta o jornaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo investe agora na realização de seu grande sonho: Fazer um tributo ao Eric Clapton no Circo Voador ano que vem. Ele conta que pela quantidade de pessoas que estavam presentes no tributo deste ano, teria público para encher a casa na Lapa. A idéia é que cada uma das quatro bandas toquem uma fase da vida do guitarrista. Ele está disposto a investir dinheiro do próprio bolso, para depois que estiver tudo acertado, correr atrás de patrocínios como cervejarias e fabricantes de cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos shows da Banca, Paulo produz um show de blues que acontece toda quinta-feira às 19h no Severina da Glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANCA DO BLUES&lt;br /&gt;Av. Rio Branco, 311&lt;br /&gt;Tel: 2517-3310&lt;br /&gt;E-mail: &lt;a href="mailto:bancadoblues@gmail.com"&gt;bancadoblues@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://www.bancadoblues.blogspot.com/"&gt;www.bancadoblues.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-6175817769931025273?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/6175817769931025273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=6175817769931025273' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/6175817769931025273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/6175817769931025273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/11/um-banca-diferente_29.html' title='Um banca diferente'/><author><name>Luna Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-7776519204619750253</id><published>2007-11-29T12:00:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T12:02:57.686-02:00</updated><title type='text'>Protegendo a história</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Mosteiro de São Bento foi fundado por monges beneditinos&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; vindos da &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Bahia&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; em &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1590&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e ainda funciona como tal, no centro do Rio, existindo a seu lado um dos estabelecimentos educacionais mais importantes e tradicionais do Rio de Janeiro: o &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Colégio São Bento&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. O Mosteiro erguido no &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;morro de São Bento&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, é um dos principais monumentos de arte&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; colonial&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; da cidade e do país, porém ele vinha correndo riscos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Um decreto publicado neste mês criou uma Área de Proteção ao Ambiente Cultural (APAC) no entorno do Mosteiro de São Bento. Pela primeira vez, uma APAC rege sobre parâmetros ambientais, tais como níveis de ruído. O estudo feito pela Secretaria Municipal das Culturas - Patrimônio Cultural - considerou que os danos causados pelas altas vibrações sonoras em torno do Mosteiro afetam não só o patrimônio material, mas também o patrimônio intangível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Com a iniciativa, a Prefeitura toma medidas concretas com relação à proteção, já que o decreto autoriza o projeto e obras de tratamento acústico para a Perimetral. A nova APAC incorpora e amplia a já existente, criada em 1997, que abrangia a Rua Teófilo Otoni e suas adjacências, incluindo o tombamento de um imóvel da Avenida Rio Branco, 19, esquina com Rua Dom Gerardo. O edifício é remanescente da época de abertura da antiga Avenida Central, hoje Rio Branco, que está prestes há comemorar 100 anos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-7776519204619750253?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/7776519204619750253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=7776519204619750253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/7776519204619750253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/7776519204619750253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/11/protegendo-histria.html' title='Protegendo a história'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-9026785595149525572</id><published>2007-11-29T11:59:00.000-02:00</published><updated>2007-11-29T12:07:27.634-02:00</updated><title type='text'>“Tem muita história de tráfico por ali, acaba dando repercussão no colégio”</title><content type='html'>Entre as favelas de São Carlos e do Turano, o CAP UERJ abriga em torno de 1.020 alunos do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º do Ensino Médio.&lt;br /&gt;Haline Oliveira de 16 anos é estudante do segundo ano. Ela conta como é estudar no Rio Comprido, morando na Zona Sul. Fala sobre a diferente realidade de estudar em um colégio longe de casa, com a maioria dos alunos morando na Zona Norte. A estudante lembra o dia em que todos ficaram presos dentro do colégio porque havia um tiroteio entre traficantes dos dois morros e a polícia na rua da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luna&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Como é estudar no Centro, que não é algo muito comum?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Haline&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Pra mim é muito difícil porque eu fico distante da escola. Eu moro em Botafogo, na Zona Sul, e não posso ir de bicicleta, tenho que pegar ônibus, fico dependendo de horário, condução. Não gasto dinheiro agora por causa do Rio Card, que foi um adianto pra todo mundo que tem que ir de ônibus, obrigatoriamente. Mas eu fico a mercê do tempo e de trânsito e de engarrafamento e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luna&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – As linhas de ônibus, principalmente os que não circulam só dentro da Zona Sul, acabam dando voltas muito grandes. Pra você é rápido? Qual ônibus você costuma pegar?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Haline&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;– Eu posso fazer dois caminhos. Ou eu acordo muito cedo e pego um ônibus até o metro de Botafogo. No metro a linha um toda até o Estácio e de lá um ônibus até o Rio Comprido ou eu pego o 409 Rebouças ou o 438 Rebouças, que começaram a circular ano passado. Foi maravilhoso, com o túnel você chega em cinco minutos no colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luna&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;– Falando em Túnel Rebouças, como foi durante essa semana que o túnel tava fechado? Quanto tempo você demorava? Que caminho você fazia? Você conseguia chegar na hora no colégio?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Haline&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;– Foi insuportável. Foi no meio da minha semana de provas, foi horrível. A minha prova de química era a que eu mais precisava de nota e eu cheguei de manhã, a minha rua tava parada porque é a principal de circulação pro Rebouças. Não tinha lugar, tava simplesmente parada, lotada. Eu não consegui chegar no colégio nesse dia. Foi o caos. De fato pra quem estudava no Centro da cidade, pro lado de lá, foi impossível de chegar no colégio. Agora, na semana que se seguiu a isso, eu tinha que acordar uma hora antes e fazer o caminho com o meu pai, que ele acabou me levando...contornando o Rio de Janeiro inteiro, pelo outro lado. Pegava Botafogo inteiro, Flamengo, Centro, Estácio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luna&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;– Em relação aos seus amigos, você é a única que mora na Zona Sul?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Haline&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Bem, o CAP sendo uma escola pública de qualidade, de concurso, tem muita gente que já é de lá mesmo. Tem muito pouca gente que mora na Zona Sul, que escolhe ir pro CAP até por termos financeiros. Mas é a minoria. Até é muito difícil pra fazer trabalho de grupo e tal porque você tem que se juntar com o pessoal que mora em Campo Grande, Jacarepaguá, eu aqui em Botafogo, é muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luna&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – A maioria mora aonde?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Haline&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Zona Norte. A maioria arrasadora do colégio é Tijuca, Grajaú e muita gente em Jacarepaguá. Agora tem gente da Barra também, tem uma galera da Barra, tem algumas pessoas de Lagoa, Leblon, Botafogo, no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luna &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;– E fora do colégio, na hora de sair, fim de semana, você consegue manter amizades, encontrar as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Haline&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – É muito difícil. Assim, é muito difícil você ter a sorte das pessoas que morem na Zona Sul serem da sua turma ou da sua idade porque tem muita gente que era do terceiro ano, que já saiu do colégio. Por exemplo, na minha série, muito pouca gente que eu conheço, que eu gosto, que são meus amigos moram na Zona Sul. No grupo de amigos eu tenho um que mora no Anil, um em Jacarepaguá, uma em Campo Grande e uma em Laranjeiras. Então assim, é muito difícil, tem que marcar com um mês de antecedência pra você conseguir encontrar. É muito diferente de quando eu estudava, até a quinta série do lado da minha casa, no Paula Barros. Era muito mais simples, todo o meu ciclo de amigos era em torno do colégio, enquanto agora não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Luna&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;– Você estudava do lado de casa e agora estuda no Centro. Além dos seus amigos, o que você mais sentiu diferença?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Haline&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;– Quando eu não pegava o 438 Rebouças, eu ia de condução porque era muito chato você acordar muito mais cedo e ficar dependendo de ônibus, então eu ia logo com a condução. Quando eu comecei a pegar ônibus não porque o tempo é pequeno do meu ônibus, mas até com a condução é o tempo. Porque você leva muito mais tempo, você tem que acordar muito mais cedo, você demora muito mais tempo pra chegar em casa, trabalho de grupo, os seus amigos, tudo a sua volta sabe. O colégio acaba dificultando as suas relações em qualquer fator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luna&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;– Você acabou vendo uma realidade diferente, porque bem o mal a gente de Zona Sul ta acostumado com as pessoas da Zona Sul. Como é que é essa coisa da realidade diferente, das pessoas da sua idade que moram muito mais longe?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Haline&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Com certeza, tem uma diferença muito grande. Porque você acaba que quando você estuda perto de casa você conhece as pessoas, você conhece o estilo das pessoas, o que elas fazem no final de semana e até quando saem dali, todo mundo tem mais ou menos que a mesma linha. No CAP pra mim é absurdo, porque além do Rio Comprido ser muito perigoso, diferente de onde eu moro, assim, não é a mesma realidade, é muito perigoso, você tem que tomar e muito cuidado quando sai na rua com as pessoas, até pra almoçar, porque o meu turno é integral. As pessoas são diferentes. Tem roubo no colégio, sabe, é uma galera que tem de tudo na verdade. É um grupo que você encontra vários estilos de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luna&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Você falou que o Rio Comprido é muito perigoso, ali é cercado de morros, cada vez mais. Há alguns anos teve o caso daquela menina Luciana que foi baleada dentro da universidade. Como é que é isso, já teve situação de vocês ficarem presos dentro de sala de aula, ou no colégio? Como é conviver com esse medo de tiroteio?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Haline&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;– É muito complicado. Já houve uma vez que eu tava no colégio, o meu colégio fica no centro da rua Alexandrina e o começo da rua da num morro e o final da em outro morro. Então tem muita história de tráfico por ali, de pessoas que descem com maconha, enfim, acaba dando repercussão no colégio e houve várias vezes além de assalto na rua, que acabam prendendo as pessoas no colégio que é para não serem assaltadas pelas pessoas que estão rondando a rua, houve uma vez que teve um tiroteio no horário da saída, na nossa rua. Os traficantes da favela do começo da rua com os do final da rua. Então foi um tiroteio absurdo na porta do colégio, vários policias passando por ali tentando apaziguar e várias criancinhas de C.A ao terceiro ano presas no colégio meio-dia e meia não podendo sair por causa disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-9026785595149525572?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/9026785595149525572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=9026785595149525572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/9026785595149525572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/9026785595149525572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/11/tem-muita-histria-de-trfico-por-ali-de.html' title='“Tem muita história de tráfico por ali, acaba dando repercussão no colégio”'/><author><name>Luna Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-4814799295857147317</id><published>2007-11-23T23:54:00.000-02:00</published><updated>2007-11-25T15:02:55.184-02:00</updated><title type='text'>Henrique</title><content type='html'>“Depende”.&lt;br /&gt;“Como assim, depende?”&lt;br /&gt;“Ué, depende porque depende”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma quinta-feira, as três da tarde, na Praça XV é sempre familiar. Pessoas descendo da barca, indo ao centro pelos mais diversos motivos. No meio de todos esses propósitos o meu parecia o mais simples : Flanar. O motivo pelo qual peguei a barca, as duas e meia da tarde, para atravessar a Baía de Guanabara, sempre olhando para os coletes salva-vidas pendurados no teto, foi para chegar ao pedaço de terra do outro lado e passear, procurando um assunto para escrever. Porém o assunto me achou, sem eu ter que procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei na Praça XV me deparei com uma lanchonete. O sol, que nesta hora queimava o topo das cabeças dos atarefados, me fez parar e comprar um sorvete. E foi ali que ele me abordou. Vestia uma camisa velha, surrada, que em alguma época anunciava um político qualquer, shorts curtos e sandálias de dedo, um ou dois números maior que seus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tia, me vê um real, pra eu comprar um negócio?”&lt;br /&gt;“Que negócio?”&lt;br /&gt;“Relaxa Tia, é de comer.”&lt;br /&gt;“O que é?”&lt;br /&gt;“Um sundi.”&lt;br /&gt;“Sundi?”&lt;br /&gt;“É, um sorvete desses, esse com chocolate.”&lt;br /&gt;“Ah, um Sunday.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique era o nome dele. E apesar de ter apenas nove anos, seus olhos denotavam algo que me assustava. Neles faltava a inocência. Henrique não mora em lugar algum. Como eu naquele dia, ele passeia. Disse que nasceu no Jacarezinho, e que a dois anos atrás fugiu de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cansei de apanhar. Com o tempo, enche o saco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugiu com o irmão, Wellinton, de doze anos, logo após a morte da mãe, Alessandra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela morreu de sofrer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis perguntar o que essa afirmação significava, mas Henrique me barrou, com seus grandes olhos castanhos, cheios de desconfiança.&lt;br /&gt;Primeiro foi a Ipanema, onde ficava perto de uma bar, na rua Maria Quitéria, pedindo moedas e ás vezes ganhado notas. E de lá foi passeando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não sou mendigo. Não uso drogas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim tomamos os sorvetes, enquanto a imponência da estátua de Dom João VI nos observava, sem nunca saber de quantos Henriques sua colônia é feita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-4814799295857147317?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/4814799295857147317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=4814799295857147317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/4814799295857147317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/4814799295857147317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/11/henrique.html' title='Henrique'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-7137743592877720733</id><published>2007-11-22T20:04:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T20:08:37.251-02:00</updated><title type='text'>Programa de Domingo</title><content type='html'>Além de comercial, o centro é um bairro cultural. É assim desde que D. João aportou no Rio e transformou a cidade na capital da cultura. Apesar da variedade de programas interessantes que o centro do Rio oferece, algumas pessoas ainda dizem que não há o que se fazer na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o centro tem uma diversidade de lugares pouco conhecidos, que podem fazer você se sentir um turista em sua própria cidade. No site do armazém de dados do Instituto Pereira Passos existe um mapa, contendo todos os museus, igrejas, monumentos e tantos outros estabelecimentos culturais para se visitar nesse bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mapa, desenvolvido pela Riotur (secretaria municipal de cultura), possui 31 lugares que devem ser conhecidos; da Central do Brasil ao Palácio da Ilha Fiscal. Além disso, ele mostra os limites entre os bairros vizinhos do centro e as linhas de metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os lugares listados no mapa têm a entrada gratuita, a não ser em algumas exposições da Casa França Brasil. E para visitar certos locais é preciso informar antes, como no caso do Mosteiro de São Bento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto no próximo domingo, ao invés de ficar em casa assistindo televisão, vá conhecer o centro da sua cidade e veja tudo o que ele tem para oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mapa encontra-se nesse site : http://www.armazemdedados.rio.rj.gov.br/arquivos/1363_turismo%20centro.JPG&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-7137743592877720733?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/7137743592877720733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=7137743592877720733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/7137743592877720733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/7137743592877720733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/11/programa-de-domingo.html' title='Programa de Domingo'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-2419819994818479608</id><published>2007-11-22T12:03:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T12:14:30.887-02:00</updated><title type='text'>Profissão: Estátua</title><content type='html'>Já foi uma lagoa, no século XVIII. Virou praça com chafariz, a primeira grande obra de urbanização da cidade. No século XIX era ponto de encontro de escritores, artistas e intelectuais, freqüentadores do Centro. Ao longo do século XX, foi sendo cercado por edifícios. O Largo da Carioca hoje é símbolo da mistura de todo tipo de gente, comportamento e culturas que se encontram como em nenhum outro lugar da cidade. Camelôs, pregadores, pedestres e, em meio a tantas coisas estranhas, uma “estátua” prateada chama atenção de quem passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Nascimento do Santos tem 26 anos e há 12 trabalha como estátua viva, viajando o Brasil inteiro para demonstrar a sua arte.  Nascido em Paragominas, Goiás, mudou-se aos sete anos para a casa dos tios em Porto Seguro. Porém, foi em São Luis do Maranhão que Marcelo descobriu a arte de ser estátua. Em uma viagem com a família, aprendeu com o amigo, a quem chama de professor, que baseado na literatura grega desenvolveu o trabalho que já faz há 19 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não costumo ficar muito tempo em cada cidade. O Rio é a que mais me prende, há muitas mulheres bonitas e passo muito por aqui por ser caminho para São Paulo. Estou há quatro meses e vou rodar o estado do Rio até janeiro, quando volto para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sua arte, Marcelo ganha entre R$120 e R$200 por dia. Parte do dinheiro ele manda para pagar a pensão do filho de três anos que mora em Vitória, Espírito Santo, com a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora vou para casa dia 13 de janeiro, que é o aniversário do meu filho. Fico cinco dias lá. Depois passo um ano viajando de ônibus, parando e me apresentando nas cidades pelo caminho. Meu próximo destino é a Bahia, lá fico uns três meses. Mas só gosto de me apresentar nas cidades grandes, onde têm mais público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista conta que o melhor da profissão é levar a arte para quem não conhece e estar em contato com as pessoas, “estar no meio de gente”, como ele mesmo define. As crianças adoram o trabalho e chegam até a pensar que são bonecos de verdades. Há muitos contratos para festas infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas cidades há uma comunidade de artistas que fazem estátuas vivas. Eles se encontram pelo país e um ajuda o outro, muitos já se conhecem por estarem há muito tempo no meio. O grande contratempo do trabalho é a chuva. Com o sol eles já se acostumaram, mas com chuva não tem como trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo não chegou a terminar o Ensino Médio. Seu desejo é completar os estudos e abrir o próprio negócio para não ter mais que trabalhar como estátua viva. Seu grande sonho é ir para a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá (Europa) as pessoas dão muito mais valor a arte. As pessoas realmente dão dinheiro. Brasileiro não sabe dar valor a arte não, quer mais é esculachar mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-2419819994818479608?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/2419819994818479608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=2419819994818479608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/2419819994818479608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/2419819994818479608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/11/profisso-esttua.html' title='Profissão: Estátua'/><author><name>Luna Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-8246434994498554597</id><published>2007-11-08T00:37:00.001-02:00</published><updated>2007-11-08T00:47:38.489-02:00</updated><title type='text'>Ensino no Centro</title><content type='html'>Investimentos na educação sempre estiveram como prioridade nos planos de todos os políticos que já governaram o estado do Rio, sendo assim, foram arquitetados projetos que planejavam construir mais escolas, iniciativas que passaram a oferecer transporte e pretendiam melhorar a merenda dos alunos,além  da instalação de biliotecas e laboratórios de informática nos colégios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Ministério da Educação (MEC) 1.959.738 alunos foram matriculados, no ensino fundamental, em escolas estatudais e municipais no Rio,  no ano 2006. Esses estudantes foram inscritos em um programa do governo, que estabelece a duração de nove anos até o término do ensino fundamental, para assegurar um tempo mais longo de convívio escolar e construindo assim um vínculo maior entre as crianças e a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Pereira Passos (IPP) afirma existirem no centro do Rio dez escolas, com  5.544 alunos matriculados o ensino fundamental, porém no bairro só residem 2.875 crianças na faixa etária correta para estarem cursando da primeira a oitava série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista, a professora da rede estadual, Cleusa Jacira afirmou existirem vários  motivos para esse  maior número de alunos. Conforme a professora, alguns de seus pupilos moram em outros munícipios ou bairros, e são matriculados em escolas do centro por elas serem mais próximas de onde seus pais trabalham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cleusa acredita que se a prefeitura cria-se algum programa que garantisse que as crianças ficassem ocupadas durante o resto do dia, como um ensino em horário integral ou um projeto com atividades interessantes para os alunos, os pais não teriam que se preocupar tantocom os filhos e o indíce de evasão escolar diminuiria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-8246434994498554597?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/8246434994498554597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=8246434994498554597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/8246434994498554597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/8246434994498554597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/11/ensino-no-centro_08.html' title='Ensino no Centro'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-2137394710992800858</id><published>2007-11-03T17:41:00.000-02:00</published><updated>2007-11-03T17:54:24.993-02:00</updated><title type='text'>A arte de morar no centro do Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;p&gt;Todos os dias, a estudante Sofia Monti atravessa a pé a praça Vigílio de melo Franco e, em menos de um quarteirão, está no burburinho da movimentada esquina da Avenida Antônio Carlos com Presidente Wilson. Aluna do curso de Ciências Sociais no IFCS, no Largo de São Francisco, ela gosta de poder caminhar para a faculdade, privilégio que poucos dos seus colegas têm. Mas a maior vantagem de Sofia, moradora de um apartamento de fundos no número 242 da Avenida Beira Mar, é o silêncio. De noite e fins de semana, por haver pouco movimento, o silêncio impera nas ruas desertas deste bairro sempre tão cheio de gente. Porém, a falta de movimento faz com que Sofia só volte para casa com o dia claro. “Quando era mais nova tinha medo e só andava de táxi. Hoje em dia pego ônibus tranqüila, mas só volto para casa quando amanhece, até porque as ruas ficam completamente desertas.”&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;         Um bairro predominantemente comercial, o Centro é o 31º na lista dos bairros mais populosos do Rio, com 39.135 moradores distribuídos em 16.844 domicílios. Em sua maioria apartamentos com apenas um morador, segundo dados do ano 2000 do IPP.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;         As vantagens e desvantagens de morar há 13 anos no Castelo quem explica é a própria estudante:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;         - Me sinto perto de tudo, médicos, lojas de roupa, restaurantes de todos os tipos e preços...A principal desvantagem é a falta de supermercados perto. Existem até pequenos mercados, mas que fecham nos fins de semana, então geralmente fazemos compras no Flamengo ou Largo do Machado.&lt;br /&gt;Uma das maiores vantagens pra mim é a facilidade de transporte, ando principalmente de ônibus, e não faltam opções, tanto para a zona sul quanto pra zona norte. Em 20 minutos chego na Tijuca, mesmo tempo que levo até Copacabana. Além disso, moro muito perto da minha faculdade e meus pais em cinco minutos andando estão no trabalho (consulado da Itália).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;         Antônio Carlos mora há alguns meses no bairro e não sabe definir se mora em Gamboa ou no Santo Cristo, só sabe que é no Centro. Sobre morar em um bairro predominantemente comercial, ele comenta:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;            - Bem, realmente é "estranho" para quem sempre morou em lugares residenciais, mas não é de todo ruim. Sem contar que (pelo menos aqui no Rio de Janeiro), existem muitos prédios mistos (ou seja, residencial e comercial), existem também casas, apartamentos e vilas (de casas). Vejo isso com naturalidade, normal até eu diria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;         Servido por mais de 130 linhas de ônibus, sete estações de metrô e uma de trem, a facilidade de transporte é uma das principais vantagens do Centro. O analista de sistemas gosta de aproveitar tanta oferta e estar perto de tudo: “Seja para a Zona Sul, Zona Norte, Leste e até mesmo para a Baixada Fluminense, sempre tem condução para estes lugares”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;         Sofia comenta sobre o estranhamento das pessoas ao contar que mora no Centro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;         - Não diria preconceito, mas a reação das pessoas quando digo onde moro é sempre de surpresa. E sempre fazem comentários ‘nossa, não sabia que existiam prédio residenciais lá’. Ah, tenho também amigas que tem medo de vir aqui por julgarem muito perigoso. Eu compreendo, mas moro aqui há 13 anos e já fui assaltada três vezes e meu irmão cinco, todas na Zona Sul, nenhuma aqui.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-2137394710992800858?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/2137394710992800858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=2137394710992800858' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/2137394710992800858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/2137394710992800858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/11/arte-de-morar-no-centro-do-rio-de.html' title='A arte de morar no centro do Rio de Janeiro'/><author><name>Luna Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-637003286018255051</id><published>2007-10-11T11:55:00.000-03:00</published><updated>2007-10-11T11:56:49.919-03:00</updated><title type='text'>Um oasis no meio do caos</title><content type='html'>Escondido entre a Praça Tiradentes e o Largo de São Francisco, em uma área tomada por coreanos que vendem todos os tipos de coisas, há um sebo com uma fachada discreta, que engana a riqueza do seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Localizado em uma área pouco conhecida da cidade, o sebo Letra Viva chega a parecer uma biblioteca. Com o pé direito alto e estantes super organizadas por autor ou tema, o sebo conta com um acervo de mais de 50 mil livros de diversos estilos. Com apenas quatro anos de existência, a loja já conta com clientes fiéis, que chegam a freqüentá-la mais de duas vezes na semana.  O espaço amplo e as cadeiras confortáveis permitem que o cliente fique horas na loja sem perceber o tempo passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            “Já passei uma tarde inteira olhando os livros e tentando escolher quais compraria daquela vez. São muitas opções, dá vontade de levar todos para casa e o preço ajuda. Aqui acho livros muito mais barato que em uma livraria e em perfeito estado.” Conta a estudante Ana Luisa Correa, freqüentadora assídua do sebo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas não é qualquer livro que é permitido, as regras para a compra são rígidas. “Quando a pessoa quer vender mais de 100 livros, vamos até ela avaliar o estado, a importância e a edição de cada um particularmente. Não há consignação, nós realmente compramos os livros. Só não aceitamos enciclopédias.” Explica o vendedor Sidney.  Os livros devem também atender às necessidades do público. “Outro dia vieram vender livros de Odontologia, mas pela edição percebemos que eles já estavam defasados. Algumas áreas como o jurídico e a medicina estão em constantes atualizações, precisamos estar sempre renovando o acervo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Segundo o vendedor Antônio, há uma maior procura pelos livros de filosofia. “Por causa do IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sócias – UFRJ) há uma procura muito grande por este assunto. Mas há muitas faculdades na área do Centro, de Economia e Administração à Filosofia, por isso atendemos muitos alunos e professores que procuram livros de acordo com a sua especialidade.”&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            O sebo trabalha ainda com um esquema de reservas de livros. É só ligar e reservar o livro desejado, o cliente tem um dia para ir buscá-lo na loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Letra Viva&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;R. Luiz de Camões, 10 – Centro&lt;br /&gt;Tel: 2252-3460  Telefax: 2252-3513&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-637003286018255051?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/637003286018255051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=637003286018255051' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/637003286018255051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/637003286018255051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/10/um-oasis-no-meio-do-caos.html' title='Um oasis no meio do caos'/><author><name>Luna Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-3106194312021251801</id><published>2007-10-10T23:07:00.000-03:00</published><updated>2007-10-10T23:10:19.926-03:00</updated><title type='text'>“Mulher bonita não paga, mas também não leva”</title><content type='html'>Um dos pontos comerciais mais importantes do centro do Rio, a Saara é conhecida por sua variedade de produtos e por ser um pólo de gastronomia árabe. Indo desde a Av. Presidente Vargas, na altura da R. Uruguaiana, até o Campo de Santana, o mercado ainda abrange a Av. Passos, a R. Sr. dos Passos, a R. Buenos Aires e a R. da Alfândega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado a partir de uma associação de comerciantes em 1962, nesse centro comercial é possível encontrar produtos que vão de tecidos a culinária, fantasias a artigos esportivos, brinquedos, calçados, bijuterias, além do que há de mais inusitado e exótico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Saara (Sociedade dos Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega) possui 600 lojas no total, além dos ambulantes que atrapalham o trânsito pelas suas ruas. Funciona, durante a semana,  de 9h às 18h e aos sábados de 9h às 14h, segundo o horário "oficial". Mas há lojas que chegam a abrir às 5 da manhã e em geral não se recomenda ir aos sábados depois de meio-dia ou 13h, pois a maioria das lojas já estará fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais chama atenção nessa Meca do comércio no centro do Rio é a rádio Saara. Com  tiradas hilárias e jingles improvisados, às vezes em ritmo de funk, a rádio anuncia as promoções nas lojas, com muito humor e com o jeitinho carioca. Parar para escutar as proezas proferidas pelos locutores, torna toda a experiência de comprar na Saara muito mais divertida e irreverente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você decidir visitar essa grande feira de variedades no coração da cidade, busque um dia de temperatura mais amena,pois o mercado realmente faz jus ao nome e o calor torna as compras uma atividade exaustiva. Prefira os sábados, já que nesse dia o estacionamento é gratuito na Av. Presidente Vargas. Boas Compras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Website: &lt;a href="http://www.saarario.com.br/"&gt;http://www.saarario.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato: &lt;a href="mailto:informacoes@saarario.com.br"&gt;informacoes@saarario.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-3106194312021251801?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/3106194312021251801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=3106194312021251801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/3106194312021251801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/3106194312021251801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/10/mulher-bonita-no-paga-mas-tambm-no-leva.html' title='“Mulher bonita não paga, mas também não leva”'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-6210245900534327774</id><published>2007-10-04T11:34:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T12:25:05.881-03:00</updated><title type='text'>"Não é só porque é R$1 que é porcaria não"</title><content type='html'>Construído com base no projeto do artista francês Albert Guilbert e inspirado no teatro da Ópera de Paris, o Theatro Municipal foi construído com material importado da Europa para marcar o fim da reforma urbana realizada pelo prefeito Pereira Passos. Inaugurado em 14 de julho de 1909, o teatro conta com pinturas e esculturas de Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e Rodolfo Bernardel, famosos artistas brasileiros da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas a partir dos anos 30 o teatro passou a ter o seu próprio corpo artístico, formado de coro, orquestra e balé. Até então, funcionava apenas como uma casa de espetáculos. Em 1974, com a fusão da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro, o Municipal deixou de pertencer ao município passando para a administração estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último domingo de cada mês, o teatro, que tem capacidade para 2.360 lugares, fica pequeno para as mais de 5.000 pessoas que buscam assistir a um espetáculo pelo preço de R$ 1. Segundo o chefe da bilheteria, Rayne da Silva, os ingressos se esgotam em 40 minutos e há muitas famílias, inclusive crianças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando é balé, as pessoas vêm de longe, Nova Iguaçu, Belford Roxo. Chegam às 6 da manhã para formar a fila, compram ingresso às 9h e ficam até as 11h dentro do teatro aguardando o espetáculo começar. A classe média não costuma gostar pois diz que é muito tumulto – diz ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar driblar os cambistas, câmeras de segurança vigiam a bilheteria para que uma mesma pessoa não compre ingressos para o mesmo espetáculo mais de uma vez. “Como eles já sabem disso, mandam parentes ou conhecidos para comprar. E nós somos obrigados a vender para qualquer pessoa, com um limite de seis ingressos por apresentação”, explica. Além do problema com cambistas, os bilheteiros sofrem com a falta de educação de alguns freqüentadores que não aceitam regras como a apresentação obrigatória da carteira de estudante no ato da compra do ingresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rayne reclama ainda da falta de informação para o público. Para compensar a ausência de releases, ele mesmo que imprime uma folha com alguns dados como nome do espetáculo, maestro, hora, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora aposentada Heloísa Helena Oliveira, freqüentadora assídua do teatro, é só elogios. “Não existe programação melhor no Rio de Janeiro inteiro do que a do Theatro Municipal, é uma referência cultural. Antigamente o Theatro só era freqüentado pela elite. Os domingos a R$1 democratizaram e divulgaram a música clássica. Não é só porque é R$1 que é porcaria não. Quem quiser pagar caro, paga, quem não pode, assiste do mesmo jeito.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heloísa sugere uma maior integração entre o teatro e as escolas, afinal as crianças só aprenderão a gostar de música clássica se tiverem algum contato. Segunda ela, deveria haver uma pessoa que explicasse para o público jovem um pouco sobre o concerto que será apresentado, sobre o compositor e sobre como se comportar no Municipal. “As apresentações deveriam ser mais didáticas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bilheteiro Ailton Leal da Silva conta que o amor do público pelo Municipal é tanto que há quem diga que já viu fantasmas sentados na platéia. Ele lembra ainda que cultura nunca é demais. “De mil pessoas que vierem ao teatro, dez não vão gostar, mesmo que nunca tenham visto. Uma pessoa pode descobrir um talento ao assistir a um concerto, ela pode se encantar, resolver estudar um instrumento e mudar de vida por conta disso.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-6210245900534327774?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/6210245900534327774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=6210245900534327774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/6210245900534327774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/6210245900534327774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/10/no-s-porque-r1-que-porcaria-no.html' title='&quot;Não é só porque é R$1 que é porcaria não&quot;'/><author><name>Luna Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-1676306027184148067</id><published>2007-10-03T20:14:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T20:21:45.371-03:00</updated><title type='text'>Explode coração na maior felicidade</title><content type='html'>Freud disse que no processo de crescimento do ser humano ele passa por ritos de passagem. Da infância para a adolescência, da adolescência para a vida adulta e assim por diante, até o fim de nossos dias. E um dos ritos de passagem da minha família é o carnaval. Não simplesmente a festa, mas o ato de assistir o carnaval no sambódromo. Minha irmã, eu e meu irmão, quando cada um completou respectivamente dez anos de idade, nossos pais perguntaram-nos se estamos prontos para sair dos bailinhos e ir ver o carnaval como gente grande, na Marquês de Sapucaí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ícone do samba arquitetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1984 durante o governo do Brizola, eu passei, encantada, meu primeiro carnaval de gente grande, há dez nos atrás. Porém, desde então muita coisa mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O básico continua igual, as escolas têm no mínimo sessenta e cinco minutos pra desfilar e no máximo oitenta, marcados por relógios eletrônicos que atraem os olhos dos mais dramáticos, sempre repetindo: “Não vai dar tempo, não vai.” Porém o festival de luzes e a qualidade do som mudaram muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividida em dez setores, a Sapucaí tem capacidade para mais de 88.500 pessoas nos seus 700 metros de comprimento. Os setores têm três andares (A,B e C), e digo por experiência própria que o melhor andar é o B. No A você se sente dentro do desfile, mas não consegue ver os carros e as fantasias (alegorias e adereços) direito, e quando a bateria passa você não sabe se tampa primeiro os ouvidos ou o nariz. Já no C, você vê os carros perfeitamente, mas se algum amigo seu está desfilando desista, você não vai conseguir enxergá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo, do lado esquerdo, e no final, do lado direito, da avenida existem cadeiras de pista, conhecidas como frisas, que permitem ao público grande interação com o desfile. Mas se chover, molhou, porque nessa parte do sambódromo não existe proteção. As cabines dos jurados ficam do lado esquerdo da Sapucaí, uma no começo, no setor cinco, e outra no final, no setor sete ao lado do recuo da bateria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o folião quiser curtir o carnaval gratuitamente as vagas para o setor 1 são doadas pelas escolas de samba. Sempre o setor mais animado, essa arquibancada é a primeira a lotar e fica ao lado do esquenta da bateria, e com a bateria tocando não dá para ficar parado. Assim como o setor 1, todos os outros setores, menos o setor 2, possuem arquibancadas, aonde os preços vão de dez reais nas populares a quinhentos reais nas turísticas. Sendo o preço no sábado, desfile só das campeãs, a metade do original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O setor 2 só é composto por camarotes, porém boa parte do primeiro andar desse setor é ocupado pelo vip da cerveja Brahma, ou seja, só tem famoso. Além do setor 2, todos os outros setores, menos o 1, possuem camarotes, cujo preço varia dependendo da localização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os setores possuem banheiros, alguns com adaptações para deficientes, restaurantes, cabines da polícia militar e ambulatórios. Além de achados e perdidos e outras facilidades, que ajudam o folião a curtir melhor a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ícone do carnaval já presenciou de tudo e sua estrutura imponente atrai os olhos de quem passa na Avenida Presidente Vargas, provando que o Brasil é o país do carnaval, o Rio é a cidade do samba e que ele, o sambódromo, é o templo dos sambistas. E eu sou um deles, nem ruim da cabeça e nem doente do pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-1676306027184148067?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/1676306027184148067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=1676306027184148067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/1676306027184148067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/1676306027184148067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/10/explode-corao-na-maior-felicidade.html' title='Explode coração na maior felicidade'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-4938425108007104759</id><published>2007-09-19T21:53:00.000-03:00</published><updated>2007-09-19T23:36:20.601-03:00</updated><title type='text'>Labirinto comercial</title><content type='html'>Bairro fundamentalmente comercial, no centro é possível encontrar todo tipo de produto e serviço. Porem se a questão é achar o menor preço, o Camelódromo da Rua Uruguaiana tem muito a oferecer para quem sabe procurar, e principalmente, pechinchar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inaugurado há 13 anos, ele é formado por quatro quadras (A, B, C e D), na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua Uruguaiana, tomando ainda as ruas Senhor dos Passos, Buenos Aires e a do Rosário. Com uma área de três mil metros quadrados, o mercado é composto de 1.600 boxes, criando um labirinto de muito barulho, sujeira e um fluxo enorme de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mercado, que funciona das 8:00 ás 19:00, os camelôs estimam que 15mil consumidores venham diariamente as suas barracas, procurando produtos que variam entre vestuário, eletroeletrônicos, alimentação, mobiliários e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens , mulheres, jovens e adultos, passam pelos corredores estreitos comprando toda sorte de bugigangas, além do número crescente de turistas que vão ao mercado buscando suvenires, tornando a Uruguaiana, como é conhecido o Camelódromo,  em um lugar turístico igual à feira do Lavradio, também no centro, e o Mercado de São Cristóvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Camelódromo é conhecido como a Meca da pirataria no Rio de Janeiro, assim sendo um dos principais pontos de venda de produtos contrabandeados, roubados e falsificados. Só em agosto deste ano foram apreendidos, na Uruguaiana, 36 mil dvds e cds piratas, além de 75 celulares, 38 recarregadores de bateria e dois computadores que desbloqueavam aparelhos celulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece principalmente porque a Coordenadoria de Fiscalização e Licenciamento da prefeitura não possui o registro de pelo menos 400 das 1600 barracas que compõe o mercado da Uruguaiana. Em março do ano passado, o presidente da Associação de Vendedores do Camelódromo da Uruguaiana foi preso por contrabando e pirataria, além de ser acusado por alguns feirantes de estimular a venda de produtos piratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente o Camelódromo foi criado para controlar a quantidade de vendedores ambulantes nessa área da cidade, porem com o crescente número de produtos piratas sendo vendidos, a prefeitura já considera, desde 2003, o fechamento desse símbolo do centro do Rio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-4938425108007104759?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/4938425108007104759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=4938425108007104759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/4938425108007104759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/4938425108007104759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/09/labirinto-comercial.html' title='Labirinto comercial'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-3459170088982546580</id><published>2007-09-13T12:27:00.001-03:00</published><updated>2007-09-13T12:30:24.673-03:00</updated><title type='text'>"Seja marginal, seja herói"</title><content type='html'>“A Tropicália pode ser descrita como um diálogo interdisciplinar que forneceu um modelo para a compreensão de como a arte e cultura podem moldar a identidade nacional numa sociedade multicultural e em desenvolvimento.” Assim começa o texto que descreve a exposição “Tropicália – uma revolução na cultura brasileira”, em cartaz até 30 de setembro no MAM. No mesmo lugar onde, há 40 anos, aconteceu a mostra Nova Objetividade Brasileira, quando Hélio Oiticica expôs a instalação que batizou aquele movimento cultural de Tropicália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divida em áreas, cada seção corresponde a um campo explorado no universo tropicalista: arquitetura, teatro e artes visuais. No primeiro andar, o visitante encontra uma grande piscina de bolas, aberta ao público, primeiro sinal de que esta não é uma exposição comum. Instalações diversas e obras interativas possibilitam a experiência de novas sensações, a percepção do movimento, a sensação, literalmente na pele, de um dos conceitos da Tropicália: a quebra de padrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em destaque há a obra de Hélio Oiticica, na qual os visitantes tiram o sapato e passam por um caminho feito de pedrinhas que leva a diversos espaços com areia, água, espumas, grama, tudo isso para experimentar diversas sensações. Muitos recuam diante do convite para caminhar sobre os livros. Mais adiante, uma reprodução de um “barraco” de favela, com espaço que cabe apenas uma pessoa e uma TV em preto e branco que exibia o programa “Qual é a música”, com Silvio Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em um segundo ambiente, está a instalação “A casa e o corpo” de Lygia Clark, entre outras da artista. Movido pela curiosidade, o visitante é convidado a entrar em um ambiente escuro para descobrir o que há lá dentro. Porém, o que mais chama atenção nesta parte é a obra de Rubens Gerchman, letras quase do tamanho de uma pessoa que formam a palavra LUTE, instalação em sintonia com a frase de Oiticica que se transformou no slogan do movimento: “Seja marginal, seja herói”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A socióloga Branca Oliveira fala da importância da exposição:&lt;br /&gt;- Acho importante para resgatar a memória de uma arte que marcou época – a arte sensorial. É uma arte primitiva no quesito das sensações que hoje não são comuns, não lembrava há quanto tempo não pisava na terra. A estética das roupas dos anos 60 é um máximo, mostra que dos 80 pra cá pouca coisa foi inventada, no máximo as modas se repetem. A exposição em si é uma quebra de padrões, pois rompe com o estereotipo de que exposição é uma coisa chata, com a qual não se pode interagir. É pequena, mas para quem não pegou essa época, dá uma idéia do que foi a Tropicália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Além das artes visuais há também a música. Televisões ficam reproduzindo trechos dos famosos Festivais da Canção, entrevistas e shows que marcaram época. O único problema é que não há fones de ouvido, portanto há uma certa interferência dos sons dos outros vídeos. Mas nada que atrapalhe a experiência de (re)viver algo novo, diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição "Tropicália - Uma Revolução na Cultura Brasileira"&lt;br /&gt;Período: 08 de agosto a 30 de setembro de 2007&lt;br /&gt;Horários: terça a sexta-feira, de 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, de 12h às 19h&lt;br /&gt;Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro Endereço: Av. Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo - Rio de Janeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-3459170088982546580?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/3459170088982546580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=3459170088982546580' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/3459170088982546580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/3459170088982546580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/09/seja-marginal-seja-heri.html' title='&quot;Seja marginal, seja herói&quot;'/><author><name>Luna Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-5342839415486990303</id><published>2007-09-06T09:58:00.000-03:00</published><updated>2007-09-06T10:00:31.969-03:00</updated><title type='text'>Rio meu, Rio Minho</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A chegada da Família Real no Rio de  Janeiro, em 1808, mudou a cara da cidade.  Em ruas do centro do Rio que tinham menor importância começaram a ser abertos comércios de todos os tipos, transformando-as em um pequeno centro mercantil e cultural do bairro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma dessas ruas foi a Rua do Ouvidor. Hoje considerada uma das principais artérias no centro da cidade, no passado ela apenas era um ponto de ligação com o porto, porém com a chegada de Dom João VI ao Rio, tudo mudou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estrangeiros começaram a abrir lojas ali, vendendo artigos de luxo como livros, perfumes e tecidos. Cafés, casas de chás e restaurantes atraiam escritores e políticos para essa rua, que acabou virando símbolo da intelectualidade carioca no séc XIX.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O restaurante “Rio Minho”, considerado um dos mais antigos no Estado, mantém essa memória viva. No número 10 da Rua do Ouvidor, esse patrimônio histórico e gastronômico do Centro do Rio existe lá desde 1884, sendo fundado por dois portugueses. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além disso ele foi palco da criação de um dos mais conhecidos pratos na culinária carioca, a sopa Leão Veloso. Criada pelo embaixador de mesmo nome, essa sopa até hoje mantém sua receita original, que foi inspirada na bouillabaisse francesa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Especializado em frutos do mar, o Rio Minho teve  personagens ilustres que freqüentavam assiduamente o restaurante, como por exemplo o Barão do Rio Branco, que hoje recebe a homenagem e tem seu busto em cima de um armário no restaurante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esse pedaço de história no meio do Centro do Rio prova que as mudanças provocadas pela Família Real ainda resistem, após décadas de tantas outras mudanças&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-5342839415486990303?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/5342839415486990303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=5342839415486990303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/5342839415486990303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/5342839415486990303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/09/rio-meu-rio-minho.html' title='Rio meu, Rio Minho'/><author><name>Barely Brutal</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9150555990558518001.post-1511342414583733405</id><published>2007-08-23T12:56:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T12:25:28.554-03:00</updated><title type='text'>Como tudo começou...</title><content type='html'>No dia 07 de março de 1808 a Corte Real portuguesa aportou na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro. Fugindo da invasão Napoleônica a Portugal, D.João VI trouxe uma esquadra, composta de oito naus, três fragatas, uma escuna, mantimentos, 21 navios comerciais, além de ministros, auxiliares e uma corte com mais de 1.000 pessoas. A chegada da família Real transformou a cidade que, naquela época, tinha um pouco mais de 50 milhabitantes. Com a transferência da capital, o Rio recebeu dezenas de diplomatas e estrangeiros que se estabeleceram na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vinda da família real  para o Brasil mudou, também, a fisionomia do Rio de Janeiro. A cidade que os estrangeiros acharam suja, feia e malcheirosa começou a se expandir e cuidar de sua aparência, abrindo-se às modas européias. Para zelar pela segurança e policiamento da cidade, foi criada, ainda em 1808, a Intendência de Polícia, encarregada de todos os serviços de melhoria e embelezamento da cidade. Nessa época foram construídos chafarizes para o abastecimento de água, pontes e calçadas; abriram-se ruas e estradas; foi instalada a iluminação pública; passaram a ser fiscalizados os mercados e matadouros; organizadas as festas públicas, etc. Essas melhorias eram realizadas, muitas das vezes, com a contribuição dos ricos moradores, que recebiam em troca benefícios materiais e títulos de nobreza do príncipe regente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação, no site da Multirio, mostra como a chegada de D. João VI mudou a cara da cidade. (&lt;a href="http://www.multirio.rj.gov.br/"&gt;http://www.multirio.rj.gov.br/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rico em prédios históricos, o Centro foi a primeira região da cidade a ser impactada. D. João fundou escolas, bibliotecas, hospitais e bancos. O bairro não é geograficamente central, porém recebeu esse nome por ter sido a primeira região da cidade a ser povoada. Em 1813, D. João cria o Real Teatro de São João, atual teatro João Caetano, na Praça Tiradentes. Desde a sua fundação, o Centro passou por inúmeras mudanças, mas nunca deixou de ser o coração financeiro da cidade, concentrando a maioria das atividades econômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecido por ser habitado por prostitutas e mendigos, o bairro passou por uma grande reforma com Pereira Passos em 1904. O então prefeito da cidade, derrubou cortiços e na tentativa de “fazer uma limpeza urbana”. A população que morava no local foi deslocada para os subúrbios. A justificativa era deixar o Rio com aspecto de cidade européia, com avenidas largas e grandes jardins. Nessa época foram construídas as avenidas Central (atual Rio Branco), Beira-Mar, e os primeiros aterros. O Theatro Municipal, um dos principais símbolos do centro e do desejo do prefeito de imitar Paris, começou a ser construído em 1903.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse blog pretende apresentar personagens, histórias e curiosidades desses 200 anos de transformações sucessivas do Centro. Da chegada da família real aos dias de hoje, passando por diversos acontecimentos que marcaram a história do país, o centro da cidade é o coração cultural, financeiro e histórico do Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9150555990558518001-1511342414583733405?l=centrodorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://centrodorio.blogspot.com/feeds/1511342414583733405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9150555990558518001&amp;postID=1511342414583733405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/1511342414583733405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9150555990558518001/posts/default/1511342414583733405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://centrodorio.blogspot.com/2007/08/como-tudo-comeou.html' title='Como tudo começou...'/><author><name>Luna Vale</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
